O que é bonito
É o que persegue o infinito
Mas eu não sou
Eu não sou, não...
Eu gosto é do inacabado
O imperfeito, o estragado que dançou
O que dançou...
Eu quero mais erosão
Menos granito
Namorar o zero e o não
Escrever tudo o que desprezo
E desprezar tudo o que acredito
Eu não quero a gravação, não
Eu quero o grito
Que a gente vai, a gente vai
E fica a obra
Mas eu persigo o que falta
Não o que sobra
Eu quero tudo
Que dá e passa
Quero tudo que se despe
Se despede e despedaça
Sabe o que eu tenho tido TESÃO de fazer? Escrever. Muito. Sobre mim. Sobre o (meu) mundo. Sobre as pessoas que eu tenho saudade. Sobre as pessoas que eu ainda não conheci.
Mas ainda são escritos muito recentes para serem publicados. Assim como dados históricos, precisam de um certo distanciamento temporal para serem contextualizados e compreendidos.
Quem sabe o embrião do meu futuro livro já está nascendo e eu ainda não sei?
Não foi nada premeditado, do tipo "cansei de blog, vou dar um tempo". O fato é que eu acordo de manhã, vou dormir à noite e nesse meio tempo eu simplesmente não lembro do computador. É claro que tem uns outros fatores, por exemplo que a linha dedicada a Internet lá em casa ficou muda durrante uma semana. Mas o fato é que eu tenho 61 novas mensagens no meu e-mail (já apagadas as propagandas e as repetidas) e não existe tempo na minha vida para correr atrás desse déficit virtual. Isso sem contar as que eu já li mas não respondi... Enfim. Perdoem-me todos que esperam uma resposta. Quem precisar falar comigo, me ligue. Em casa, porque nem celular eu tenho mais.